Custo de mão de obra na construção civil

custo de mão de obra na construção

O custo de mão de obra na construção civil é muito variável. As diferenças de produtividade e as alternativas de contratação dos operários geram desvios bem superiores aos obtidos em estimativas de custos de materiais de construção e de utilização de equipamentos.

Custos publicados de mão de obra

A referência para os custos de mão de obra são os custos calculados pelos sistemas oficiais e publicados por organizações técnicas do mercado. Por exemplo, os sistemas oficiais SINAPI e SICRO  e o sistema orçamentário da Editora PINI.

Estes custos são calculados com o piso salarial das categorias profissionais e com a adoção de uma produtividade baixa em todos os sistemas. Ou seja, a lógica da orçamentação brasileira consiste em considerar como referencial o baixo desempenho de um operário que ganha o mínimo possível. Os resultados destes cálculos definem os custos de mercado para a elaboração de orçamentos de mão de obra.

Também faz parte da orçamentação oficial a adoção de elevadas taxas de Encargos Sociais. Elas são necessárias para garantir que o operário consiga comprar comida, chegar até a obra e receber benefícios sociais que seriam impossíveis de adquirir apenas com o salário piso. A taxa de Encargos Sociais do SINAPI é de cerca de 200%, ou seja, o salário do operário é multiplicado por três.

Orçamentistas de empresas contratantes de obras elaboram seus orçamentos consultando os custos unitários de mão de obra publicados nos sistemas oficiais.

Componentes do custo de mão de obra na construção

O custo de mão de obra é composto em função do nível de produtividade da equipe de operários, da taxa de Encargos Sociais Básica e da Taxa de Encargos Sociais Complementares.

O conceito de Encargos Sociais consiste no cálculo de todo o ônus que uma empresa construtora tem para dispor do trabalho do operário além do pagamento do seu salário. Assim sendo, o custo da mão de obra é a soma do salário da equipe de operários com os encargos sociais.

Os encargos sociais são decompostos em Encargos Sociais Básicos (ônus de oferecer aos empregados os benefícios da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT) e Encargos Sociais Complementares (ônus referente ao pagamento dos benefícios sociais dos empregados combinados anualmente entre os sindicatos de empregadores e operários).

A forma mais simples de calcular os Encargos Sociais consiste em calcular o Custo da Hora Trabalhada (CHT) de todos os operários da obra e as despesas com os encargos sociais, obtendo-se uma taxa de encargos sociais única para todo o contrato, que gira em torno de 200%.

No SINAPI, trabalha-se com a taxa de Encargos Básicos de cerca de 117% (valor de face) e inserem-se os Encargos Sociais Complementares nas composições unitárias, para se obter a taxa total.

Custos reais de mão de obra

Como o custo total da mão de obra depende da produtividade dos operários, as construtoras precisam conseguir no canteiro de obras uma produtividade maior do que a informada nos sistemas de custos oficiais para conseguir praticar os custos de mercado. Já que os salários pagos são maiores do que o salário piso formalmente considerado.

Segue que o sucesso da empresa fornecedora de mão de obra passa pela motivação de seus operários e também pela distribuição de horas-prêmio, pagamento de horas extras por tarefas realizadas e/ou aumento do salário-hora em função da competência profissional ou do tempo de trabalho na empresa.

O estabelecimento das políticas de remuneração precisa estar atrelado ao controle da produtividade individual ou da equipe de trabalho.

Personalização dos custos de mão de obra

O curso Orçamento de Obras da MBS Engenharia ensina com mais profundidade a personalização dos custos unitários de mão de obra. Consulte a agenda e o programa do curso no site mozart.eng.br.

A MBS Engenharia presta serviços de consultoria na orçamentação de obras que podem incluir a personalização dos custos unitários de mão de obra de sua empresa.  Solicite maiores esclarecimentos no site mozart.eng.br.