Custo horário de equipamentos

custo horário de equipamentos

O custo horário de equipamentos engloba todos os tipos de gastos relacionados com os equipamentos utilizados nas obras de construção civil rateados por hora.

Os equipamentos específicos para realizar um único serviço são inseridos nas composições unitárias de serviços como custos horários. Já os equipamentos que são utilizados em vários tipos de serviço são calculados por mês em um item de Equipamentos na planilha orçamentária.

Publicações de custo horário de equipamentos

O SINAPI e o SICRO publicam custos horários e mensais de equipamentos. O SICRO avalia os custos de utilização de equipamentos em estradas e áreas mais afastadas dos centros urbanos, enquanto o SINAPI analisa o uso de equipamentos no ambiente urbano das cidades.

Custos horários personalizados de equipamentos

Os custos de equipamentos merecem uma personalização dentro de uma construtora. Os custos de propriedade têm características diferenciadas entre as empresas e uma análise adequada pode fazer a diferença na análise de métodos construtivos alternativos, que usam mais ou menos equipamentos.

Custos de propriedade

A aquisição de equipamento gera uma categoria de custo chamada de custo de propriedade. O custo que se tem por ser proprietário do bem, independente do mesmo estar funcionando ou não: a depreciação, o juro do capital investido e a manutenção.

Depreciação

É a perda do valor de aquisição do bem decorrente do uso e do passar do tempo. O equipamento, novo ou usado, é comprado pelo VALOR DE AQUISIÇÃO. Após a compra, o equipamento passa a funcionar normalmente, isto é, sem maiores problemas, durante certo período de tempo chamado de VIDA ÚTIL.

Após o término da vida útil, as partes do equipamento começam a entrar em colapso aumentando sensivelmente os custos de manutenção iniciais, ocasião em que o equipamento é considerado vendido pelo seu VALOR RESIDUAL, o valor estimado que o bem deva ter nesta ocasião. A diferença entre o valor de aquisição e o valor residual é o valor no qual o bem foi depreciado.

Para compensar esta perda, que significa um prejuízo enorme no investimento realizado pelo proprietário, o orçamentista deverá saber cobrar dos clientes de sua empresa um valor mensal, que será capitalizado com o objetivo de possibilitar a compra de um equipamento novo no término da vida útil.

Ilustração: Uma construtora comprou um carro por R$ 30.000,00 e o utilizou por 5 anos. No final deste prazo conseguiu vender o carro por R$ 18.000,00. Houve uma perda de R$ 12.000,00 em valores absolutos, uma perda de R$ 200,00 por mês e, supondo que o equipamento foi usado 200 horas por mês, uma perda de R$ 1,00 por cada hora de uso. Para calcular o custo total da hora do automóvel, o orçamentista precisa calcular e cobrar dos clientes R$ 1,00 por hora a título de depreciação.

Juros do capital

Remuneração do capital investido na aquisição do equipamento (perda da oportunidade de investir o capital próprio ou custo do financiamento).

Ilustração: Antes de adquirir o equipamento, o construtor tinha R$ 24.000,00 aplicados. O investimento rendia 1.00% ao mês depois de descontada a inflação e o imposto de renda. O construtor ganhava até então R$ 240,00 por mês por dispor deste capital. Ao comprar o veículo esta receita financeira deixou de existir.

Ou ainda, o carro foi comprado financiado em 24 vezes de R$ 1.240,00, sendo R$ 1.000,00 referente ao preço à vista e R$ 240,00 referente aos juros pagos mensalmente ao banco. Supondo que o carro seja utilizado 240 horas por mês, o custo do juro de capital deste equipamento seria de R$ 1,00 por hora.

O orçamentista precisa saber calcular este valor para incluir no custo horário do equipamento e poder cobrá-lo dos clientes do construtor.

Manutenção

São os gastos para manter o equipamento em boas condições de funcionamento. Inclui custos com seguros, licenciamento e oficina (peças, lubrificantes e mecânico).

Ilustração: Uma construtora mantém uma oficina para dar manutenção a seus 10 veículos e gasta uma média de R$ 2.400,00 por mês. Supondo que os veículos são iguais, e que trabalha 240 horas por mês, o custo de manutenção com a oficina será de R$ 1,00 por hora (desprezando-se os demais itens).

Custos de operação

Existem custos que só são gerados quando o equipamento é ligado. Estes custos são chamados de custos de operação.

Para complementar o cálculo do custo horário do equipamento é necessário pesquisar, listar e correlacionar todos os demais custos gerados pela operação do equipamento com suas horas de funcionamento.

O custo de operação é obtido através do consumo horário de todos os insumos necessários para manter o equipamento funcionando. Dependendo do equipamento, inclui-se ou não o custo do operador. Normalmente, quando o equipamento necessita de um operador qualificado e exclusivo, seu custo é incluído.

Classificando estes gastos no custo horário dos equipamentos, obtém-se uma análise mais precisa e evita-se relacionar no corpo do orçamento itens de natureza tão diversificada.

Algumas construtoras consideram como custo do equipamento apenas o custo da depreciação, desprezando os demais, ou incluindo-os dentro da taxa de BDI. Estes procedimentos não são indicados pelo autor.

Apoio na personalização de custos de equipamentos

O curso Orçamento de Obras da MBS Engenharia ensina com mais profundidade a criação e ajustes dos custos horários de equipamentos. Consulte a agenda e o programa do curso no site mozart.eng.br.

A MBS Engenharia presta serviços de consultoria na orçamentação de obras que podem incluir a personalização do custo horário de equipamentos de sua empresa.  Solicite maiores esclarecimentos no site mozart.eng.br.