O termo Engenharia Econômica está relacionado com o planejamento econômico-financeiro dos negócios. É o estudo que compreende os métodos, as técnicas e os princípios necessários para se tomar decisões entre alternativas de investimentos, selecionando a mais econômica. A união da Engenharia com a Economia leva em consideração que os problemas de investimento das empresas de construção e incorporação tratam de dados e justificativas técnicas relacionadas com decisões tomadas por engenheiros ou por gerentes influenciados pelas recomendações de engenheiros. A Engenharia Econômica se preocupa com o valor do dinheiro no tempo, informando que “Não se soma ou subtrai valores em dinheiro que não estejam na mesma data”, ou, conforme o nível de detalhamento da análise, na mesma semana ou no mesmo mês. A disciplina estuda conceitos de matemática financeira, tais como juros, taxas de mercado, sistemas de amortização de financiamentos, indicadores de desempenho financeiro (payback, VPL e TIR, IL), ferramentas de avaliação e o custo do capital. O estudo de Engenharia Econômica envolve: a) a avaliação da necessidade de capital para realizar uma obra ou um empreendimento; b) o planejamento da disponibilidade e a negociação da remuneração do capital durante o ciclo de vida do negócio; c) a avaliação detalhada da lucratividade e da rentabilidade; d) o planejamento de empréstimos e) avaliar os riscos; f) a seleção da melhor alternativa de negócio. No mercado de capitais, a engenharia econômica é denominada de engenharia financeira, conforme indica a nomenclatura utilizada pela Universidade de São Paulo em seus cursos de pós-graduação que tratam dos temas descritos. Na construção civil, o termo engenharia econômica se confunde com o estudo de viabilidade econômico-financeira e o termo puro “econômico” tem o significado de uma análise financeira não tão aprofundada. A viabilidade econômica se desenvolve no chamado Estudo de Viabilidade Técnico-Econômica, onde são estudados os vários aspectos da viabilidade e a análise econômica se concentra nas estimativas do total de receitas e despesas e no cálculo da margem de lucro. Nos negócios da construção civil, a engenharia financeira se desenvolve em dois níveis distintos: (1) um nível superficial, onde simplesmente de define o chamado cronograma físico-financeiro do contrato e (2) um nível financeiro aprofundado, no qual se elabora o fluxo de caixa e as análises de engenharia econômica. Neste ponto de vista, a engenharia financeira no ramo da construção civil é a engenharia econômica das demais áreas. Isto é um pouco confuso, principalmente para quem está entrando na área da engenharia econômica. Leia mais em outros posts da MBS Engenharia. Acesse o site da MBS Engenharia para conhecer os cursos oferecidos. O curso Viabilidade Econômica e Financeira ensina a engenharia econômica da construção.