Falta a Engenharia da Lucratividade

Estranho, mas tem um braço da Engenharia que está fazendo falta!
Seria possível, em uma época de alta tecnologia, que o conhecimento internacional deixasse de lado a pesquisa sobre o aspecto motivador e verdadeiro fato gerador dos negócios de construção civil?
E se for você, um brasileiro, um jovem Arquiteto ou Engenheiro, o responsável por desenvolver uma nova área que poderia ser denominada de “Engenharia da Lucratividade”.
Já existe um ramo da Engenharia que estuda a seleção da melhor alternativa de investimento: a Engenharia Econômica. Também estão disponíveis as técnicas da Engenharia de Custos que estudam as interações das técnicas de engenharia na construção com a contabilidade de custos, para garantir a elaboração de uma estimativa de custos confiável, mesmo diante do nível elevado de incerteza relacionada ao setor da construção civil.
O que falta é perceber a necessidade de focar o espírito da Engenharia na obtenção do Lucro, especialmente quando o empreendedor depende apenas de sua competência para obter vantagem econômica. Nenhum amigo político. Nenhum amigo juiz. Nenhum amigo banqueiro. Nenhum amigo criminoso.
Nesta situação, apenas conhecer a melhor opção de negócio não vai resolver e saber definir com boa precisão o custo também não. É necessário pensar no conceito de valor, traçar uma estratégia comercial, analisar os preços de venda e as receitas e montar um esquema de monitoramento que possibilite exercer um controle sobre os parâmetros econômicos e financeiros embutidos nas metas estabelecidas para o negócio. Este é o enfoque da Engenharia da Lucratividade.
Na verdade, esta é a essência da engenharia, a busca da melhor relação custo/benefício, que parece andar meio esquecida.
O lucro é uma vantagem obtida em função da competência profissional. A referência para o seu cálculo é o desempenho médio do mercado em cada um dos tópicos específicos da análise de valor do serviço de construção, em cada componente da sua composição de preço unitário.
O lucro da construção surge das seguintes fontes, entre outras:
(1) Da taxa de BDI Mínima – o lucro existente no preço mínimo que a construtora calcula como referência para apresentar uma proposta;
(2) Da Proposta Comercial – do lucro extra que pode ser obtido através da estratégia comercial vitoriosa da empresa construtora;
(3) Da economia na mão de obra de operários – quando o desempenho na mão de obra gera custos reais de execução inferiores ao custo médio de mercado;
(4) Da Gestão – quando o gerenciamento de custos de materiais, do prazo da obra e das despesas indiretas, resulta em uma economia extra para o projeto;
(5) Do Cliente;
(6) Do tipo de negócio – na incorporação imobiliária surgem novas fontes, como: (a) A negociação do terreno, (b) A formação do produto e (c) Velocidade de Vendas.
Estas fontes estão vinculadas a diferentes atividades do empreendimento e podem ser tratadas como Centros de Lucro. Locais que concentram as tomadas de decisão estratégicas, as estimativas realistas do custo e as metas de lucratividade.
É importante que a administração saiba onde a empresa está lucrando. Isso permite que o gerenciamento se concentre nas áreas mais lucrativas, identifique as áreas que precisam ser melhoradas, identifique trabalhos não lucrativos que possam ser eliminados ou subcontratados e identificar clientes não rentáveis.
Para caminhar nesta direção a MBS Engenharia lançou o plano de treinamento “Engenharia da Lucratividade”. Encontre mais informações no site mozart.eng.br.